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SINDSCOCE E SINSEXPRO EM MOBILIZAÇÃO PELOS BAIXOS SALÁRIOS NO COREN CE E OAB SP PDF Imprimir E-mail

GIRO DE NOTÍCIAS

 

SINDSCOCE E SINSEXPRO EM MOBILIZAÇÃO
PELOS BAIXOS SALÁRIOS NO COREN CE E OAB SP

 

O Sindscoce, sindicato da categoria no Ceará, iniciou a CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL lançada no COREN/CE. A campanha tem o objetivo de externar a situação dos servidores fiscais do Conselho, que possuem a menor média salarial das regiões Norte e Nordeste do país, além de outras reivindicações inerentes à função de fiscalização. Segundo o presidente do Sindicato, Paulo Castro, "toda luta é válida para que haja avanço no que está estagnado e para que possam surgir novas conquistas. A essência do sindicato é exatamente apoiar a categoria que representa em demandas dessa natureza". Paulo Castro finalizou deixando a mensagem de que o Sindscoce está de portas abertas para todos que queiram somar forças à nossa luta.

Em São Paulo, o Sinsexpro também faz mobilização pela situação dos trabalhadores e trabalhadoras da OAB SP, que esperam há oito meses a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho já aprovado. Além de conter diversos erros no texto (que não foram de digitação), a minuta do ACT enviada pela OAB SP ao Sinsexpro deturpa o que foi negociado, firmado e assinado pela própria Ordem. Por conta disso, o Sindicato paulista da categoria promoveu na manhã desta terça-feira (12), em frente à sede da OAB, no centro de SP, uma sardinhada em alusão aos baixos salários dos funcionários da entidade.

 

NÃO SE ENGANE

TEMER QUER ACABAR COM A SUA APOSENTADORIA

Se a Câmara dos Deputados aprovar a nova proposta de reforma da Previdência, as trabalhadoras e os trabalhadores do campo e da cidade vão trabalhar mais e ganhar menos. Se quiserem receber o valor integral do benefício, terão de contribuir para o INSS durante 40 anos. As mudanças das regras na Previdência, com a imposição de idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres e, no mínimo, 15 anos de contribuição, aliadas à reforma Trabalhista - que já está em vigor e está gerando emprego de má qualidade, subemprego e aumento da informalidade - vão praticamente acabar com as chances de milhões de brasileiros se aposentarem.

Nos rádios e nas TVs, o governo gastou milhões de reais em propagandas tentando convencer a população que a reforma da Previdência vai cortar privilégios. O que eles não dizem é que os privilegiados estão no Palácio do Planalto e as aposentadorias milionárias deles não serão mexidas, gastando o dinheiro do povo para, vejam a ironia, tirar a aposentadoria dos trabalhadores e das trabalhadoras do campo e da cidade. Michel Temer, por exemplo, se aposentou aos 55 anos como procurador do Estado de São Paulo e recebe R$ 45 mil por mês de benefício. Já Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, se aposentou mais cedo ainda, aos 52 anos, e recebe R$ 19,3 mil por ter sido prefeito e deputado do Instituto de Previdência dos Congressistas mais benefício de R$ 2.700 do INSS.

Não se deixe enganar, se informe sobre o que vai acontecer se a nova proposta
de reforma da Previdência de Temer for aprovada.

Confira as principais perdas

Perda no valor da aposentadoria - A nova proposta vai diminuir o valor a ser pago aos trabalhadores em praticamente todas as faixas. Mesmo quem conseguir atingir a idade mínima imposta na nova proposta, mas contribuir, por exemplo, apenas 15 anos, que é o tempo mínimo exigido, vai receber apenas um benefício parcial, de apenas 60% da média de todas as suas contribuições. Se contribuir por 20 anos, receberá 65% da média salarial; se contribuir 25 anos, receberá 70%; se contribuir 30 anos, receberá 77,5%; se contribuir 35 anos, receberá 87,5% da média salarial. Para receber 100% do valor do salário benefício terá de trabalhar e contribuir sem falhar nenhum mês durante 40 anos.

Fim aposentadoria por tempo contribuição - Hoje, 5,4 milhões dos benefícios concedidos são de trabalhadores que se aposentaram por tempo de contribuição. A proposta de Temer acaba com essa modalidade de aposentadoria.  Após o período de transição das velhas para as novas regras previsto no projeto, que vai de 2018 a 2042, apenas quem atingir a idade mínima (65 anos, homem, e 62, mulher) conseguirá se aposentar no Brasil.

Receber aposentadoria integral vai ser como ganhar na megassena - Um homem com 55 anos de idade e 33 anos de contribuição, por exemplo, precisaria, com as regras atuais, de mais dois anos para ter o direito de se aposentar por tempo de contribuição. Para receber o benefício integral com a fórmula 85-95 - modalidade instituída no governo da presidenta eleita legitimamente, Dilma Rousseff - teria de trabalhar mais 3,5 anos. Já com a nova regra proposta por Temer, após o período de transição, este mesmo homem só poderá se aposentar com 65 anos e, para receber o valor integral, terá de ter contribuído por 40 anos.

Regras servidores públicos - O tempo mínimo de contribuição para que os servidores tenham direito à aposentadoria será de 25 anos, com o valor correspondente a 70% da média salarial. As regras atuais possibilitam aos servidores públicos que entraram em 2012 o direito de receber até o valor integral de seu salário. Com as regras previstas na proposta reciclada do governo, para o servidor/a atingir o valor integral, que passará a ser o teto do INSS, de R$ 5.531,31 -, terá de contribuir por 40 anos.
Fonte: CUT